Porque reages assim? Porque dizes estas coisas? Porque é que as tuas palavras tanto me põem triste como me põem feliz? Porque te amo.
Penso que sou forte e que nada me pode deitar abaixo, mas sou mais fraco do que julgo pensar. Bastam certas palavras para me deitar abaixo e pôr-me junto ao abismo. Não resisto a umas palavras negativas. Fico num sufoco, com uma dor no coração e com o espírito em baixo. Sou fraco. Apenas estou a tentar dar a ideia que sou forte e consigo resistir mas, no fundo, não consigo. Isto revolta-me. Por isso, eu sou tão revoltado e respondo tanto aos argumentos que me são lançados. Quero fugir daqui e não aparecer mais à frente daqueles que tanto me conhecem. Sempre fui do meio-termo. Não sou nem terra, nem céu. Sou a linha do horizonte. Se um dia, o meu sonho acaba, a minha vontade termina...
Quando escrevo, transmito as palavras que o meu coração que transpor cá para fora. Alivia a dor. Partilha a felicidade. E se um dia a dor for maior que a vontade de escrever? Vou deixar de escrever como deixei quando a felicidade era maior que esta vontade?
Rúben Sousa (3-11-2010)